Resenha: Perdão, Leonard Peacock

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Leonard Peacock é um garoto de 17 anos que decide matar seu ex melhor amigo e depois cometer suicídio. Ele mora sozinho e tem pais extremamente alheios e ausentes. Leonard decide que vai presentear 4 pessoas antes do assassinato e suicídio, sendo elas: seu vizinho Walt, que assiste filmes do Bogart com ele; Baback, um garoto de sua escola que toca violino. Ele e o Leonard não são exatamente amigos, mas Leo gosta de ouvi-lo tocando; Lauren, uma garota cristã e muito conservadorista e tradicional que atrai Leonard; e Herr Silverman, seu professor de Holocausto que tem muita importância em sua vida.

Durante todo o livro, o leitor tenta encontrar justificativas para as futuras ações do protagonista, e o real motivo só é descoberto quase no final do livro. Conhecemos mais de Leonard e o que se passa em sua mente através das notas de rodapé (muitas notas de rodapé, muitas!).

Recomendo muito esse livro!

Algumas marcações:

“Isso já aconteceu com você? Considerar alguém realmente importante e diferente, mas então você começa conhecer a pessoa e isso estraga tudo?”

“Eu gosto de imaginar que sou um prisioneiro mantido em uma cela úmida e escura, a quem só são permitidos quinze minutos por dia no pátio, a fim de que eu me lembre de realmente gostar de olhar pra cima.”

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5/5 | Páginas: 223 | ISBN: 9788580573954 | Editora: Intrínseca

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Resenha: Mentirosos

I’M BACK! Yay! Depois de 2 meses, agora, finalmente, tenho tempo pra botar tudo em ordem. De pouco a pouco os posts vão voltar com a mesma frequência :)

Enfim, a resenha de hoje é de um YA surpreendente!

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Os Sinclair compõem uma família tradicional dos EUA que, todos os verões, vai para a ilha do patriarca. Eles tentam seguir todos os padrões da famosa família tradicional ~blablabla, mas é notável que, mesmo que tenham uma imagem “perfeita” para as outras pessoas, a família possui inúmeras intrigas, principalmente, por interesse na fortuna do patriarca.

O livro é narrado em primeira pessoa pela Cadence, a neta mais velha, que sempre está acompanhada de seus primos e Gat, um garoto que praticamente cresceu com ela, embora não seja da família. No verão dos quinze, ela sofre um acidente na praia e não se lembra do que aconteceu. Depois desse acidente, Cadence começa ter algumas atitudes diferentes e, assim, o leitor começa saber um pouco mais sobre seu passado e seu presente. Isso tudo nos leva a um fato impactante e surpreendente!

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Pra ser sincera, achei o início do livro bem chatinho. Mas depois do acidente, quando algumas coisas são reveladas e se torna possível “juntar as peças” pra levar ao tal fato super impactante, o livro fica maravilhoso <3

Sério, gente, recomendo muito! É surpreendente e praticamente impossível de largar a leitura!

Algumas marcações:

“Bem-vindo à bela família Sinclair.

Ninguém é criminoso.

Ninguém é viciado.

Ninguém é um fracasso.” 

“A vida parece bela nesse dia.

Nós quatro, os Mentirosos, sempre fotos.

Sempre seremos.”

 

4/5 | Páginas: 271 | ISBN: 9788565765480 | Editora: Seguinte

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Resenha: Um caso perdido

Oieeee, pessoal! A resenha de hoje é de um livro que, inicialmente, parece “mais do mesmo”, mas depois percebemos que não é bem assim…

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Você já imaginou se tudo o que você soubesse sobre você, fosse simplesmente “ao vento”, e você não soubesse mais quem diz a verdade?

Sky é uma adolescente de 17 que está prestes a ir, pela primeira vez, à escola. Ela sempre foi educada em casa pela mãe adotiva que, inclusive, não permite aparelhos eletrônicos em casa, pois acredita que são o problema da humanidade. Pra completar, sua melhor amiga, Six, está indo fazer um intercâmbio de 6 meses na Europa. Logo no início, Sky conhece Holder, um cara que tem uma reputação horrível (assim como a sua, por deixar vários garotos entrarem pela janela de seu quarto). No início, tudo parece só mais um romance, mas, ao decorrer do livro, o leitor é surpreendido e percebe que havia muito mais escondido.

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As primeiras 100 páginas do livro são meio água com açúcar, e o leitor tem de ter paciência pra continuar a leitura. Porém, depois desse início, a leitura deslancha e é quase impossível parar de ler. Collen Hoover soube surpreender o leitor de uma maneira incrível, que eu nunca vi.

Apesar das primeiras páginas meio chatinhas, o leitor é compensado com um meio e final incríveis! O livro tem um carga enorme de sentimentos, passando por amor, sofrimento, dúvida, etc..

Eu não sou a maior fã de capas com pessoas, mas achei essa linda. A fonte é boa e a diagramação também. O livro é narrado em primeira pessoa e no presente. Os capítulos são “dias”, e são narrados durante 2 meses.

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Algumas marcações: 

“Odeio o fato de existirem tantos lados dele que não compreendo, e nem sei se quero continuar tentando entendê-los. Há partes dele que amo, partes que odeio, partes que me apavoram e partes que me impressionam. Mas há uma parte dele que só me decepciona… e com certeza essa é a mais difícil de aceitar.” (página 163, primeiro parágrafo) 

“Uma das coisas que amo nos livros é que eles conseguem definir e condensar certos momentos da vida de um personagem em capítulos. É intrigante, pois na vida real é impossível fazer isso. Não dá para terminar um capítulo, pular as coisas pelas quais a pessoa não quer passar e simplesmente começar um capítulo que melhor se encaixa com sua vontade.” (página 247, primeiro parágrafo)

“Sei exatamente o que está sentindo porque agora nosso sofrimento é compartilhado. Tudo pelo que ele passar vou sentir. Tudo pelo que eu passar ele vai sentir. É o que acontece quando duas pessoas viram uma só: elas passam a compartilhar mais do que amor. Também compartilham todo o sofrimento, mágoa, dor e aflição.” (página 335, terceiro parágrafo)

A verdade pode libertá-la. 

Ou simplesmente trucidá-la.

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O livro é o primeiro da série Hopeless, composta por Um caso perdido que, como sabemos, narra a história pelo ponto de vista de Sky; Losing Hope, que narra a história pelo ponto de vista de Holder; e o terceiro, Finding Cinderella, que narra a história de Six, melhor amiga de Sky. Até hoje, só Um caso perdido foi publicado no Brasil, mas os outros dois também serão publicados pela Galera Record.

5/5 | Páginas: 383 | ISBN: 9788501403940 | Editora: Galera Record

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Resenha: Misery

Oieeee, gente! Começo a resenha de hoje com apenas uma coisa a dizer: Stephen King, eu te amo! Eu nunca havia lido nada do King, e tinha muita vontade. Um dia me deu a louca na livraria ( eu tinha uma lista de 10 livros pra ler, vi Misery e resolvi passá-lo na frente dos outros 10 livros haha) e eu decidi começar minha primeira leitura do King. Eu queria muito ler O iluminado, mas quando vi a capa de Misery, foi inevitável não trazer pra casa.

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Ser autor de uma série de livros muito famosa tem suas vantagens e desvantagens, né? Para muitos, ter uma fã número um (ou várias), é uma vantagem. Mas para Paul Sheldon não, não mesmo.

Paul Sheldon sempre sai para comemorar quando termina um de seus livros. Dessa vez, ele sofre um acidente de carro, devido a nevasca que estava enfrentando. Resgatado por sua fã numero um, Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que mora sozinha e afastada da cidade, que adora a série de livros que consagrou a carreira de Paul, viciada em analgésicos e muito, muito problemática. O “Pacote Annie” já parece assustar, e fica bem mais quando as loucuras de Annie começam a se revelarem, e a serem descontadas no Paul. Por causa do acidente, Paul não consegue andar, e também se torna viciado em analgésicos. Isso faz com que seja cada vez mais difícil escapar de Annie, sua “fã número um”. A pergunta que nos resta é: será que Paul vai conseguir escapar de Annie?

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Stephen King tem facilidade de narrar cenas cruéis e, mesmo nas cenas mais calmas, não deixa a desejar. Li em três dias, quase não consegui parar. O final não é totalmente surpreendente, mas o “caminho” até o final (ou o quase final – aquelas últimas páginas agonizantes) é sensacional! Eu nunca fiquei tão empolgada em algum livro como fiquei em Misery.

O autor construiu muito bem os dois personagens. Annie, que possui um passado sombrio que, muitas vezes, nos leva a refletir sobre o porquê de todo esse seu comportamento assustador. Paul, que está cansado de ser reconhecido só pelo seu trabalho na série de livros Misery, almeja reconhecimento pelas suas novas obras.

Através do livro, King nos ensina alguns truques de escritor, como a brincadeira “sai dessa”. Trechos do livro de Paul também são narrados no livro, o que é ótimo!

Não preciso nem falar o que achei da capa, né? Totalmente incrível e linda! As folhas são amarelas e a diagramação também é ótima. O livro é narrado em terceira pessoa, e os capítulos não são muito grandes.

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Foi o primeiro livro que li do Stephen King e, com certeza, não será o último. Me apaixonei pela escrita do autor (mesmo sentindo um pouquinho de medo em alguns trechos). Aguardem mais resenhas de livros do King!

Algumas marcações:

“O furacão Annie tinha retornado. Tudo o que sobre desce. Mas as coisas não eram mais as mesmas, não é? Ele continuava com medo dela, mas ainda assim o domínio dela sobre ele diminuíra. Sua vida já não parecia importar tanto assim, com ou sem o deixeuver. Ele só tinha medo de que ela o machucasse.” (página 239, décimo segundo parágrafo)

“E se fosse Annie gritando de dor? Você está curioso de ouvir como seria isso? Ficou curioso? Dizem que a vingança é um prato que se come frio, mas ainda não deviam ter inventado o fluido Ronson Acende-fácil naquela época.” (página 278, décimo parágrafo)

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5/5 | Páginas: 326 | ISBN: 9788581052144 | Editora: Suma de letras (Objetiva)

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Resenha: Garota Exemplar

YAY! Finalmente terminei de ler Garota exemplar, depois de passar por altos e baixos com as personagens e abandonar por 3 semanas.

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O livro, como muitos de vocês devem saber, narra o desaparecimento de Amy Dunne (no dia do seu quinto aniversário de casamento) e a repercussão que o acontecimento tem na vida de Nick, seu marido, e de outras pessoas ligadas a ela. A história é intercalada com capítulos narrados por Nick, no presente, e capítulos narrados por Amy, por meio das páginas de seu diário. Ao longo do livro, percebemos que o casamento da Amy e do Nick não estava enfrentando uma boa fase, e ambos mantinham segredos. Enquanto Nick retratava uma esposa fria e bem diferente de quando eles se conheceram, Amy, em seu diário, mostrava como era apaixonada por Nick, apesar de suas falhas, e de como ela acreditava em um recomeço para os dois. Isso faz com que o leitor se sinta intrigado e curioso para saber quem realmente fala a verdade, e o mais importante: onde está Amy? Já nos primeiros dias de investigação, o marido vira o principal suspeito. Todas as pistas apontam para Nick, e o que faz com que fique um pouco pior, é a falta de jeito que Nick tem com as câmeras (e com as pessoas), suas atitudes sempre deixam com que as pessoas pensem que ele não se importa com o sumiço da esposa.

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Confesso que nas primeiras 100 páginas eu lia e nunca saia do lugar, por isso parei por algumas semanas e priorizei outras leituras. Depois que voltei a ler, não consegui parar mais, o que foi ótimo. O livro me surpreendeu em todos os capítulos. Quando eu tentava adivinhar a atitude de alguma personagem, ou tentava adivinhar o que aconteceria em certa parte, eu sempre estava errada.

A capa da minha edição é bem bonitinha e simples (quando eu fui comprar, só tinha a edição com a capa do filme, e eu não queria, daí procurei muito na Saraiva e encontrei essa – aleluia haha).

Marcações: 

“Há uma responsabilidade injusta que vem com o fato de ser filha única – você cresce sabendo que não tem o direito de desapontar, não tem nem o direito de morrer. Não há um substituto por perto, é você. Isso a torna desesperada para ser impecável e também a deixa embriagada de poder. É assim que déspotas são feitos.”

“O amor faz você querer ser um homem melhor, mas talvez o amor, o verdadeiro amor, também te dá a permissão para ser simplesmente o homem que você é.”

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5/5 | Páginas: 448 | ISBN: 9788580572902 | Editora: Intrínseca

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xoxo

Resenha: Todo dia

Oi, gente! A resenha de hoje é de um livro encantador, que todos deveriam ler ♥

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O livro é narrado em primeira pessoa por A, um ser que não possui sexo nem forma e acorda todos os dias num corpo diferente. Ele não acorda no corpo de pessoas com idades aleatórias, mas sim, no corpo de pessoas da mesma idade (no decorrer do livro, 16 anos) e que moram relativamente perto (no máximo duas, três horas de distância umas das outras).

entendia sua situação e já estava conformado que nunca poderia ter raízes em algum lugar ou em alguma família. Até que um dia ele acorda no corpo de Justin, um cara que trata sua namorada, Rhiannon, com o mínimo de carinho possível. A se apaixona por Rhiannon, e decide quebrar duas regras que ele mesmo criou (1. não criar laços, 2. não fazer estragos nas vidas que ele “toma posse” por um dia). Daí em diante, todos os dias num corpo diferente, A vai tentar convencer Rhiannon do que ele faz e de como eles podem dar certo.

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A capa é linda e a margem, fonte e espaçamento são ótimos. O modo como Levithan escreve é leve e simples, o que faz com que a leitura seja mais rápida.

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No decorrer do livro, senti um pouco de raiva de A e julguei ele como egoísta, por não saber entender o lado de Rhiannon. Porém, quando se aproxima do final, a atitude de A mostra que ele não é assim e que o “egoísmo” pode ter sido consequência da paixão.

É um livro lindo, e recomendo a todos ♥ (só perdeu uma estrela porque o autor “jogou” na narrativa uma possível reviravolta, porém não explorou).

Algumas marcações:

“Se tem uma coisa que eu aprendi, é isso: todos nós queremos que tudo fique bem. Nem mesmo desejamos que as coisas sejam fantásticas, maravilhosas ou extraordinárias. Satisfeitos, aceitamos o bem, porque, na maior parte do tempo, bem é o suficiente.”

“Ao longo dos anos, fui a muitas cerimônias religiosas. Cada uma que frequento apenas fortalece minha impressão geral de que as religiões têm muito, muito mais em comum do que gostariam de admitir. As crenças são sempre praticamente as mesmas; apenas as histórias diferem. Todas as pessoas querem acreditar num poder superior. Todas querem pertencer a algo maior que elas mesmas, e todas querem companhia ao fazer isso. Querem que haja uma força do bem na Terra; e querem um incentivo para fazer parte disso. Querem ser capazes de demonstrar sua crença e sua participação no meio de rituais e de devoção. Querem tocar o que é grandioso.”

“Porque sei a resposta: a autopreservação de nada adianta se você não consegue conviver com o eu que está preservando.”

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4/5 | Páginas: 280 | ISBN: 9788501099518 | Editora: Galera Record

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Obrigada por tudo, pessoal! ♥

Resenha: A probabilidade estatística do amor à primeira vista

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Hadley é uma adolescente de 17 anos que está prestes a atravessar o oceano e ir para o casamento de seu pai em Londres. A protagonista tem muita resistência a esse casamento e tem também, problemas com o pai, desde que ele deixou sua família para lecionar em Oxford e conheceu essa nova mulher. O fato é que, por apenas 4 minutos de atraso, Hadley foi impedida de embarcar e, na espera do próximo voo, conhece Oliver, um cara fofo que a acompanha durante toda a viagem.

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O livro é narrado em terceira pessoa e a história acontece durante 24 horas. Em toda a narrativa, senti que a relação entre Hadley e Oliver não foi o “ponto forte”, e sim, a relação de Hadley e seu pai, que me emocionou algumas vezes. A Jennifer E. Smith conseguiu desenvolver uma história leve e incrivelmente surpreendente.

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Eu esperava que o livro fosse aquele clichê romântico que todos estamos acostumados, mas a história superou minhas expectativas (♥). É uma leitura super leve e tranquila, eu o li em um dia.

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5/5 | Páginas: 223 | ISBN: 9788501095442 | Editora: Galera Record

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