Resenha: Misery

Oieeee, gente! Começo a resenha de hoje com apenas uma coisa a dizer: Stephen King, eu te amo! Eu nunca havia lido nada do King, e tinha muita vontade. Um dia me deu a louca na livraria ( eu tinha uma lista de 10 livros pra ler, vi Misery e resolvi passá-lo na frente dos outros 10 livros haha) e eu decidi começar minha primeira leitura do King. Eu queria muito ler O iluminado, mas quando vi a capa de Misery, foi inevitável não trazer pra casa.

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Ser autor de uma série de livros muito famosa tem suas vantagens e desvantagens, né? Para muitos, ter uma fã número um (ou várias), é uma vantagem. Mas para Paul Sheldon não, não mesmo.

Paul Sheldon sempre sai para comemorar quando termina um de seus livros. Dessa vez, ele sofre um acidente de carro, devido a nevasca que estava enfrentando. Resgatado por sua fã numero um, Annie Wilkes, uma ex-enfermeira que mora sozinha e afastada da cidade, que adora a série de livros que consagrou a carreira de Paul, viciada em analgésicos e muito, muito problemática. O “Pacote Annie” já parece assustar, e fica bem mais quando as loucuras de Annie começam a se revelarem, e a serem descontadas no Paul. Por causa do acidente, Paul não consegue andar, e também se torna viciado em analgésicos. Isso faz com que seja cada vez mais difícil escapar de Annie, sua “fã número um”. A pergunta que nos resta é: será que Paul vai conseguir escapar de Annie?

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Stephen King tem facilidade de narrar cenas cruéis e, mesmo nas cenas mais calmas, não deixa a desejar. Li em três dias, quase não consegui parar. O final não é totalmente surpreendente, mas o “caminho” até o final (ou o quase final – aquelas últimas páginas agonizantes) é sensacional! Eu nunca fiquei tão empolgada em algum livro como fiquei em Misery.

O autor construiu muito bem os dois personagens. Annie, que possui um passado sombrio que, muitas vezes, nos leva a refletir sobre o porquê de todo esse seu comportamento assustador. Paul, que está cansado de ser reconhecido só pelo seu trabalho na série de livros Misery, almeja reconhecimento pelas suas novas obras.

Através do livro, King nos ensina alguns truques de escritor, como a brincadeira “sai dessa”. Trechos do livro de Paul também são narrados no livro, o que é ótimo!

Não preciso nem falar o que achei da capa, né? Totalmente incrível e linda! As folhas são amarelas e a diagramação também é ótima. O livro é narrado em terceira pessoa, e os capítulos não são muito grandes.

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Foi o primeiro livro que li do Stephen King e, com certeza, não será o último. Me apaixonei pela escrita do autor (mesmo sentindo um pouquinho de medo em alguns trechos). Aguardem mais resenhas de livros do King!

Algumas marcações:

“O furacão Annie tinha retornado. Tudo o que sobre desce. Mas as coisas não eram mais as mesmas, não é? Ele continuava com medo dela, mas ainda assim o domínio dela sobre ele diminuíra. Sua vida já não parecia importar tanto assim, com ou sem o deixeuver. Ele só tinha medo de que ela o machucasse.” (página 239, décimo segundo parágrafo)

“E se fosse Annie gritando de dor? Você está curioso de ouvir como seria isso? Ficou curioso? Dizem que a vingança é um prato que se come frio, mas ainda não deviam ter inventado o fluido Ronson Acende-fácil naquela época.” (página 278, décimo parágrafo)

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5/5 | Páginas: 326 | ISBN: 9788581052144 | Editora: Suma de letras (Objetiva)

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